Moraes anula sindicância do CFM sobre atendimento a Jair Bolsonaro

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 1 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nula a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para investigar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi proferida no dia 7 de janeiro de 2026, em meio a preocupações sobre as condições de saúde do ex-presidente, que sofreu uma queda. Moraes também ordenou que a Polícia Federal ouça o presidente do CFM em um prazo de dez dias.

O CFM havia solicitado a apuração das denúncias, que levantavam questões sobre a adequação do atendimento médico a Bolsonaro. Em resposta, Moraes destacou que o ex-presidente já contava com assistência médica permanente em sua custódia. A decisão do ministro contrasta com ações anteriores, onde ele havia negado a transferência imediata de Bolsonaro para um hospital após o acidente.

A anulação da sindicância pelo STF levanta questões sobre a autonomia médica e a gestão de saúde de pacientes sob custódia. O CFM enfatizou a importância de garantir que a conduta terapêutica seja livre de influências externas. A situação continua a gerar debate sobre a saúde do ex-presidente e a atuação das instituições envolvidas no atendimento médico.

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