O governo alemão, sob a liderança do chanceler Friedrich Merz, fez uma crítica direta à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela nesta quarta-feira (07/01). Essa declaração marca a primeira vez que Berlim confronta Washington sobre o tema, ressaltando que o governo dos EUA não provou de forma convincente que suas medidas respeitam o direito internacional. O posicionamento veio após pressão de políticos alemães, que exigem uma postura mais incisiva frente às ações de Washington.
O porta-voz do governo, Stefan Kornelius, enfatizou que as intervenções americanas não foram adequadamente justificadas no Conselho de Segurança da ONU. Enquanto isso, Merz se viu cercado por críticas de integrantes de sua própria coalizão, que consideraram suas declarações tímidas e pediram um posicionamento mais firme em relação à intervenção dos EUA. A situação na Venezuela, marcada por crises políticas e humanitárias, exige uma análise cuidadosa do papel de potências externas como os Estados Unidos.
As implicações dessa crítica podem ser significativas para as relações entre Alemanha e Estados Unidos, especialmente em um contexto de negociações delicadas, como a paz na Ucrânia. A pressão interna sobre Merz para se manifestar mais claramente pode levar a um realinhamento na política externa alemã em relação à Venezuela e à América Latina. O governo alemão agora enfatiza a necessidade de uma reestruturação democrática na Venezuela, alinhando-se a uma posição que prioriza os direitos do povo venezuelano e o respeito ao direito internacional.

