Oposição da Venezuela é ignorada nos planos de Trump para o país

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A oposição da Venezuela se encontra em uma posição vulnerável, com seus líderes em exílio e a aparente apatia dos Estados Unidos em relação ao futuro político do país. Após a recente captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar americana em Caracas, os planos de Washington para a Venezuela pós-Maduro excluem a participação da oposição, que se vê sem apoio significativo.

A líder opositora María Corina Machado tenta reverter essa situação, prometendo retornar à Venezuela após meses fora do país. No entanto, a falta de um plano claro e a consolidação do poder de Delcy Rodríguez como presidente interina, respaldada por Trump, indicam que a oposição está longe de assumir a liderança. A análise aponta que a ausência de uma estrutura institucional forte na oposição a impede de gerir uma transição política eficaz.

O futuro da oposição na Venezuela é incerto, especialmente com o controle militar ainda firmemente nas mãos do chavismo e a população em silêncio. Os apelos da oposição aos militares para respeitar a Constituição e um suposto mandato das eleições de 2024 parecem ter pouca ressonância. Para muitos analistas, a necessidade urgente de organização interna e iniciativas autônomas se torna crucial para um eventual retorno à democracia no país.

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