Os protestos no Irã, desencadeados pela crise econômica, se intensificaram e já duram mais de dez dias, resultando em pelo menos 36 mortes, incluindo crianças e membros das forças de segurança. As manifestações se espalharam por mais de 200 cidades em 26 das 31 províncias do país, com as autoridades respondendo com uma repressão severa que já levou à detenção de mais de 2.000 pessoas, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Irã.
A crise econômica é exacerbada por sanções ligadas ao programa nuclear iraniano e a desvalorização do rial, que agora está em 1,4 milhão por dólar, contribuindo para uma inflação galopante. As manifestações, que começaram em mercados de Teerã, rapidamente evoluíram para um descontentamento mais amplo contra o regime, refletindo uma insatisfação profunda que vai além das questões econômicas.
A retórica de Donald Trump, que ameaça intervir caso a repressão se intensifique, adiciona uma nova camada de complexidade ao cenário, gerando preocupações sobre a possibilidade de uma intervenção militar. A resposta do governo iraniano, que combina repressão a concessões econômicas limitadas, pode não ser suficiente para conter a onda de descontentamento popular, que expõe fissuras significativas dentro da sociedade iraniana e pode moldar o futuro do país.

