A Argentina selou, no dia 7 de janeiro de 2026, um acordo de empréstimo no valor de 3 bilhões de dólares com seis bancos internacionais, conforme informou o Banco Central (BCRA). Este financiamento é crucial para fortalecer as reservas internacionais, especialmente em um momento em que o país se prepara para enfrentar um vencimento de dívida de 4 bilhões de dólares na próxima sexta-feira. A operação foi classificada como um ‘passe passivo’, utilizando títulos soberanos como garantia.
O BCRA recebeu propostas que somavam 4,4 bilhões de dólares, mas optou por não expandir o financiamento. A taxa de juros acordada é de 7,4% ao ano, com um prazo de 372 dias para pagamento. Este movimento ocorre em um cenário de reservas limitadas, com o governo de Javier Milei buscando alternativas, como a compra de moeda e a recente aprovação de uma lei que aumenta os limites para investigações de evasão fiscal.
Atualmente, a Argentina possui 44,18 bilhões de dólares em reservas brutas, conforme dados mais recentes. A história financeira do país é marcada por defaults, incluindo episódios significativos em 2001 e 2020. O empréstimo representa uma tentativa do governo de estabilizar a situação econômica, mas os desafios permanecem elevados, exigindo vigilância constante sobre a situação fiscal e monetária.

