O Banco Central do Brasil informou que o fluxo cambial total negativo para o ano de 2025 alcançou US$ 33,3 bilhões, um aumento significativo em relação ao déficit de US$ 18,5 bilhões registrado em 2024. Este resultado foi impulsionado, em grande parte, pelas saídas financeiras, com um saldo negativo de US$ 20,9 bilhões apenas em dezembro, um período geralmente marcado pelo pagamento de dividendos ao exterior.
As novas tributações sobre remessas, como a taxa de 10% sobre valores superiores a R$ 50 mil mensais, também contribuíram para essa dinâmica. Em dezembro de 2025, os envios antecipados ao exterior foram uma reação às mudanças fiscais iminentes, evidenciando uma estratégia das empresas para mitigar impactos financeiros futuros. Por outro lado, o fluxo comercial se manteve positivo em US$ 7,4 bilhões, demonstrando resiliência em um contexto econômico desafiador.
As implicações desse fluxo cambial negativo levantam preocupações sobre a saúde financeira do Brasil, especialmente com a instabilidade fiscal e as desconfianças no mercado. O quadro econômico ainda é complexo, com investidores avaliando as consequências das políticas tributárias e a situação global. A continuidade desse comportamento poderá impactar o investimento estrangeiro e a confiança no mercado brasileiro nos próximos anos.

