A Argentina anunciou um acordo de US$ 3 bilhões com um consórcio de bancos internacionais para saldar uma dívida externa que vence em breve, além de reforçar suas reservas financeiras. O Banco Central do país firmou um contrato de recompra com os credores, estabelecendo uma taxa de 7,4%. Este acordo, realizado na quarta-feira, 7 de janeiro, é parte dos esforços da administração do presidente Javier Milei para estabilizar a economia do país em um momento crítico.
Este financiamento envolve seis bancos internacionais, incluindo Santander, BBVA e Deutsche Bank, e busca evitar a imediata volta ao mercado de títulos. Como garantia, o governo argentino ofereceu títulos locais em dólares, aplicando um desconto significativo sobre o valor. Este movimento é visto como estratégico para assegurar a liquidez e é um passo importante na tentativa de reduzir o risco-país e facilitar o acesso a financiamentos mais acessíveis no futuro.
As autoridades argentinas estão focadas em garantir a estabilidade econômica a curto prazo, enquanto se preparam para um potencial retorno aos mercados internacionais. A administração de Milei, que busca implementar reformas econômicas, acredita que este acordo é fundamental para honrar os compromissos financeiros e construir uma base mais sólida para a recuperação do país. O sucesso deste movimento poderá influenciar a confiança de investidores e a trajetória econômica da Argentina nos próximos meses.

