JPMorgan Chase encerra parceria com consultores de procuração e inova com IA

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

A divisão de gestão de ativos do JPMorgan Chase decidiu encerrar sua colaboração com consultores de procuração para a votação de ações nos Estados Unidos. Essa informação foi divulgada em um memorando da empresa e representa uma mudança significativa na forma como a instituição gerencia os votos de acionistas. A nova abordagem será implementada após um período de transição que se estenderá até o primeiro trimestre de 2026.

Para substituir os consultores, o JPMorgan lançará a plataforma Proxy IQ, que fará uso de inteligência artificial para analisar dados de reuniões de empresas e oferecer recomendações aos gerentes de portfólio. Isso marca a primeira vez que uma grande empresa de investimentos adota tal medida, posicionando-se à frente de um setor que frequentemente recorre a consultorias externas para orientações de voto. O memorando destaca a importância dessa inovação para o processo de tomada de decisão na gestão de ativos.

Essa mudança também ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre as práticas das empresas de consultoria de procuração, que tradicionalmente oferecem pesquisas e recomendações para investidores institucionais. O movimento pode ter implicações significativas para a indústria, especialmente em um ambiente regulatório em evolução, onde os executivos do JPMorgan, incluindo seu CEO, têm expressado preocupações sobre a influência dessas consultorias. A iniciativa do JPMorgan pode incentivar outras instituições a reconsiderarem suas estratégias de votação acionária.

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