O Instituto Iter, vinculado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, recebeu autorização para oferecer cursos de pós-graduação pelo Ministério da Educação (MEC). A homologação ocorreu nos últimos dias de 2025, com a assinatura do ministro Camilo Santana, após a aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE) em setembro. O curso autorizado é de Gestão Avançada em Licitações e Contratos Administrativos, com duração prevista de cinco anos.
A decisão permite ao Iter expandir sua atuação no setor educacional, que já conta com mais de 700 alunos capacitados através de diversos cursos. A instituição, fundada em 2023, começou suas atividades em 2024 e já firmou convênios com diversas entidades, incluindo uma parceria com a Universidade de Salamanca, na Espanha. Este credenciamento foi fundamentado em uma resolução de 2018 que permite a instituições reconhecidas oferecer cursos de pós-graduação, desde que aprovados pelo CNE.
A ampliação do rol de atuação do Iter levanta questões sobre a relação entre o serviço público e a iniciativa privada, especialmente considerando o envolvimento de Mendonça em processos judiciais que podem ter ligação com as instituições com as quais o instituto mantém convênios. O caso poderá ser analisado sob a ótica da ética pública e da transparência, uma vez que o próprio CNE reconheceu a qualidade do trabalho do Iter. A situação merece atenção, uma vez que pode impactar a confiança nas instituições de ensino superior no Brasil.

