A Rússia, que enviou bombardeiros à Venezuela para apoiar Nicolás Maduro, agora se encontra em silêncio após a captura do líder venezuelano pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026. A ausência de uma reação contundente de Moscou levanta questões sobre as implicações dessa ação para a relação entre os dois países e para o cenário internacional, especialmente em relação à guerra na Ucrânia.
Desde que Maduro foi levado à força para Nova York, o governo russo expressou preocupação, mas Vladimir Putin não se manifestou publicamente. Especialistas avaliam que a Rússia, já em uma posição vulnerável devido à guerra na Ucrânia, não está em condições de contestar a intervenção dos EUA. Essa falta de apoio pode indicar um distanciamento entre Moscou e Caracas, uma mudança na política externa russa em relação à América Latina.
As consequências dessa dinâmica são amplas, já que a captura de Maduro pode alterar as relações entre os EUA e a Venezuela, potencialmente impactando a produção de petróleo e a economia global. Autoridades ucranianas observam a situação com cautela, temendo que precedentes estabelecidos na Venezuela possam influenciar a postura americana em relação a outros conflitos. Assim, a posição da Rússia se torna cada vez mais delicada, refletindo um cenário internacional em transformação.

