Colômbia reforça fronteira com Venezuela temendo influxo de refugiados

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Em 7 de janeiro de 2026, a Colômbia anunciou um aumento significativo de sua presença militar na fronteira com a Venezuela, buscando controlar a entrada desordenada de refugiados e o possível retorno de membros de grupos paramilitares. A medida foi tomada após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que elevou as tensões na região e motivou o presidente Gustavo Petro a agir. Mais de 30 mil soldados foram mobilizados ao longo de mais de dois mil quilômetros de divisa, reforçando a segurança local.

A decisão de Gustavo Petro visa evitar uma onda de imigração em massa de cidadãos venezuelanos em busca de refúgio, além de prevenir o retorno de grupos armados colombianos que utilizam território venezuelano como abrigo. Entre esses grupos estão o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O presidente também enfrenta ameaças do governo americano, que o acusa de narcotráfico, em meio a um cenário já complicado de tensões internacionais.

Petro convocou manifestações em defesa de seu governo e da soberania colombiana, refletindo a necessidade de apoio popular em um momento crítico. A situação na fronteira com a Venezuela pode ter implicações significativas não apenas para a Colômbia, mas para toda a região, à medida que a crise humanitária se agrava e as relações políticas se tornam mais voláteis. O desfecho deste conflito poderá impactar diretamente a estabilidade política e social na Colômbia nos próximos meses.

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