O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, notificou o pastor Silas Malafaia para que ele apresente uma defesa em até 15 dias em resposta a uma denúncia da Procuradoria-Geral da República. A acusação envolve crimes de injúria e calúnia contra o general Tomás Paiva, chefe do Exército, e foi motivada por declarações feitas por Malafaia em um ato público em São Paulo no dia 6 de abril de 2025.
As declarações do pastor, que ofendeu a honra do comandante do Exército ao chamá-lo de “frouxo” e “covarde”, foram amplamente divulgadas nas redes sociais e alcançaram milhares de visualizações. Durante o andamento do processo, Malafaia criticou a rapidez da notificação, questionando a legalidade das ações do STF durante o recesso do Judiciário. Ele argumenta que o ataque às suas falas é uma forma de perseguição política, especialmente ao considerar sua ausência de foro privilegiado.
A Procuradoria-Geral da República defende que as ofensas têm agravantes, dado que foram proferidas em ambiente público e virtual, e pedem uma reparação em caso de condenação. O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas, não apenas para Malafaia, mas também para a dinâmica entre a política e as instituições militares no Brasil, aumentando as tensões em um cenário já polarizado.

