As ações da Vale (VALE3) registram um início de 2026 promissor, com uma valorização de 5% nos primeiros três pregões, atribuída à robustez do minério de ferro e à expectativa de um afrouxamento na política monetária da China. O Bradesco BBI aponta que os fundamentos macroeconômicos para a commodity estão melhorando, o que contribui para a recuperação da mineradora. As exportações brasileiras de minério de ferro também tiveram um aumento expressivo em dezembro de 2025, o que é um sinal otimista para o futuro da Vale.
A análise do BTG Pactual destaca que o níquel, uma commodity que tem sido subestimada, está experimentando um aumento significativo em seu preço, passando de US$ 14.000 a tonelada para mais de US$ 18.000 em um mês. Esse movimento é visto como uma oportunidade para a Vale, que é um dos maiores produtores de níquel do mundo. A melhora nas condições de mercado pode levar a uma reprecificação da divisão de metais básicos da empresa, que atualmente é avaliada de forma conservadora em comparação com seus pares globais.
Os analistas do BTG Pactual acreditam que, se a tendência de alta nos preços do níquel se mantiver, isso poderá resultar em um aumento significativo no Ebitda da Vale, contribuindo para uma avaliação mais justa da empresa. A expectativa é de que a unidade de metais básicos represente entre 15% a 20% do Ebitda consolidado da mineradora. Com a superação de desafios anteriores e a recuperação da confiança dos investidores, a Vale parece estar em uma posição favorável para crescer no cenário atual.

