Os fundos de ações no Brasil fecharam o ano de 2025 com uma saída líquida de R$ 54,5 bilhões, superando os resgates de R$ 16,2 bilhões registrados em 2024. Embora tenha havido uma desaceleração dos resgates em dezembro, onde foram retirados R$ 2,3 bilhões, a tendência de saída de recursos foi marcante ao longo do ano, conforme dados divulgados pelo Morgan Stanley.
O desempenho negativo dos fundos de ações ocorre em um contexto onde o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, alcançou uma alta de 34% ao longo do ano, com mais de 30 recordes históricos. No entanto, a aversão ao risco tomou conta do mercado no final do ano, especialmente após a oficialização da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, o que reduziu as expectativas em relação a candidatos mais favoráveis ao mercado.
Além dos fundos de ações, os multimercados também enfrentaram desafios, encerrando 2025 com resgates líquidos de R$ 58,9 bilhões. Por outro lado, os fundos de renda fixa tiveram captação líquida de R$ 84,3 bilhões, demonstrando uma mudança de preferência dos investidores. A situação atual levanta questionamentos sobre o futuro comportamento do mercado em ano eleitoral, onde a volatilidade pode influenciar os resultados dos diferentes tipos de fundo.

