No dia 1º de janeiro, a montanhista Thayane Smith Moraes, de 19 anos, deixou seu amigo Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, para trás durante uma trilha no Pico Paraná. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso, mas especialistas em direito afirmam que não há fundamento legal para responsabilizá-la criminalmente, já que a conduta, embora reprovável, não configura crime. Thayane alega que não abandonou Roberto, que se sentiu mal e optou por continuar a trilha com outro grupo.
A advogada de Thayane, Kellen Larissa, destacou que a separação ocorreu devido a diferenças de ritmo entre os montanhistas e que ela não poderia colocar sua vida em risco ao tentar ajudar Roberto. Segundo especialistas, não existe no Brasil um tipo penal que preveja punição por abandono em trilhas, e a conduta de Thayane pode ser considerada uma quebra de regras do montanhismo, mas não um crime. Roberto, por sua vez, afirmou que ficou magoado, mas não culpa a amiga pelo incidente, e expressou a intenção de conversar com ela após sua recuperação.
A situação levanta questões sobre a responsabilidade moral e legal em atividades de risco como o montanhismo. A discussão sobre as regras de conduta nesse contexto é complexa e envolve interpretações legais que ainda precisam ser mais bem definidas. O caso também serve de alerta para a importância da comunicação e do companheirismo em atividades ao ar livre, onde a segurança deve ser priorizada.

