Um novo estudo publicado na revista Genomic Psychiatry destaca a diversidade genética do Brasil como um fator essencial para compreender a longevidade extrema de seus habitantes. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram a população e encontraram que a miscigenação, resultante de séculos de migrações, é um recurso valioso para desvendá-la.
O artigo, liderado pela geneticista Mayana Zatz, revela que aproximadamente 70% dos brasileiros possuem ancestrais de diferentes etnias, o que proporciona uma rica tapeçaria genética. Com cerca de 37 mil centenários registrados, incluindo supercentenários que desafiam as expectativas de vida, o Brasil se destaca em estudos de longevidade. Essas descobertas podem ter implicações significativas para a compreensão da saúde e resistência a doenças na população idosa.
As análises de mais de 160 centenários identificaram variantes genéticas que contribuem para a longevidade, incluindo características imunológicas notáveis. Esses achados podem não apenas ajudar a entender os fatores que promovem uma vida saudável e longa, mas também abrir novas perspectivas para pesquisas em saúde pública e cuidados geriátricos no Brasil e no mundo.

