MP-SP pede investigação da gestão do estádio do Corinthians pela PF

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) requisitou, nesta terça-feira, 6, que a Polícia Federal (PF) inicie um inquérito sobre a contratação da gestora Arandu Investimentos para administrar o Fundo da Arena Itaquera, responsável pela gestão contábil do estádio do Corinthians. O pedido foi feito pelo promotor Cássio Roberto Conserino, que também investiga o uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do clube.

A gestora Arandu Investimentos, anteriormente conhecida como Reag, foi inserida na estrutura do Fundo Arena após um acordo com a Caixa Econômica Federal em 2022. A empresa é responsável por assegurar o repasse de valores arrecadados pelo Corinthians para o banco estatal, enquanto a dívida pela construção do estádio em Itaquera chega a cerca de R$ 655 milhões. A inclusão da Arandu na gestão do estádio levanta questões sobre a regularidade de sua atuação, especialmente em face das acusações de envolvimento em fraudes e lavagem de dinheiro.

O promotor Conserino destaca a necessidade de investigar a concentração de grandes fluxos financeiros sob a administração da Arandu, apontando para possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele argumenta que a situação não se limita à gestão do clube, mas envolve riscos sistêmicos ao sistema financeiro nacional. A investigação poderá revelar se a gestora utilizou sua posição para ocultar a origem de valores ilícitos, o que poderia ter implicações significativas para a governança do clube e seu relacionamento com instituições financeiras.

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