WWF-Brasil critica saída de empresas da Moratória da Soja em MT

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, expressou preocupações em entrevista sobre a recente decisão de empresas de se retirarem da Moratória da Soja, priorizando incentivos fiscais em Mato Grosso. Ele enfatizou que essa mudança compromete os esforços ambientais, pois o controle individual por companhia será mais oneroso e menos eficaz do que o mecanismo coletivo que estava em vigor desde 2006.

Voivodic argumentou que a governança do Código Florestal é insuficiente para evitar a venda de soja proveniente de áreas desmatadas. Ele mencionou que o desmatamento na Amazônia frequentemente ocorre de forma ilegal, com propriedades regularizadas podendo desmatar e produzir soja sem restrições. A saída das empresas, de acordo com o diretor, representa uma pressão dos produtores que buscam expandir suas lavouras sobre florestas.

A mudança na abordagem de monitoramento pode impactar a reputação da indústria brasileira, uma vez que o controle coletivo assegurava que o desmatamento fosse minimizado. Voivodic destacou a importância de observar quais empresas manterão seus compromissos individuais e alertou que a falta de um mecanismo de controle pode permitir que a soja de áreas desmatadas entre na cadeia produtiva sem impedimentos efetivos. Essa situação levanta sérias questões sobre o futuro da governança ambiental na região.

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