As ações de defesa europeias experimentaram um crescimento de 10% desde o início de 2026, impulsionadas pela recente captura do presidente Nicolás Maduro por forças armadas dos Estados Unidos. Este evento, ocorrido no último fim de semana, coincide com um aumento das tensões geopolíticas, particularmente relacionadas aos planos do presidente Donald Trump para a Groenlândia. A combinação desses fatores coloca a segurança militar no centro das atenções dos investidores e analistas financeiros.
O índice de defesa da Bloomberg já havia subido 73% ao longo de 2025, refletindo um aumento significativo nos investimentos governamentais na área militar. A abordagem dos EUA à segurança parece estar se tornando mais unilateral, o que leva a Europa a repensar sua própria capacidade de defesa. Especialistas apontam que a situação na Venezuela pode intensificar a determinação política na Europa para cumprir ou até superar as metas de gastos da OTAN, evidenciando a necessidade de um fortalecimento militar regional.
A expectativa é que os gastos militares na Europa permaneçam elevados, com os investidores cada vez mais considerando o setor de defesa como um tema estrutural. A pressão sobre os orçamentos nacionais, somada a episódios como a intervenção na Venezuela, poderá consolidar a prioridade de investimentos em áreas como aviação, naval e cibersegurança. A análise do setor sugere que, independentemente de um cessar-fogo na Ucrânia, a demanda por equipamentos militares continuará alta, com grandes empresas se preparando para um crescimento substancial em receita no futuro próximo.

