MP-RJ solicita prisão preventiva de ex-CEO da Hurb por documento falso

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu, nesta terça-feira, a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, após sua detenção em 5 de janeiro no Aeroporto de Jericoacoara, Ceará, com um documento de identidade falso. Mendes já enfrentava um processo por furto de obras de arte e, desde sua liberação sob medidas cautelares, foi acusado de descumprir as condições estabelecidas, como o uso de tornozeleira eletrônica e apresentação de relatórios médicos mensais.

A defesa do ex-CEO afirmou que ele já se encontra em liberdade após audiência de custódia e que atualmente está focado em sua saúde, embora não tenha respondido sobre o novo pedido do MP-RJ. A promotoria argumenta que a detenção recente e a falta de relatórios médicos desde setembro demonstram um padrão de desrespeito às ordens judiciais, o que justifica a solicitação de prisão preventiva. Mendes foi detido ao tentar embarcar para Guarulhos, em São Paulo, e a irregularidade foi identificada pelos funcionários do aeroporto.

A Hurb, fundada por Mendes e seu irmão em 2011, enfrentou sérias dificuldades financeiras nos últimos anos, culminando em pedidos de recuperação judicial e um aumento nas reclamações de clientes. A situação do ex-CEO, marcada por problemas legais e de reputação, reflete a crise mais ampla que a empresa atravessa, e a continuidade do processo judicial poderá impactar ainda mais sua imagem e operações futuras. A promotoria segue em alerta, dado o histórico de Mendes e as implicações legais que envolvem sua atuação na empresa.

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