Trump reitera desejo de anexar Groenlândia e gera reações na Dinamarca

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar seu desejo de anexar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, durante uma visita a Copenhague. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu pedindo que ele parasse com as ameaças, ressaltando que essa atitude poderia comprometer a aliança da OTAN, da qual ambos os países são membros. Trump justificou sua posição ao afirmar que a Groenlândia é vital para a segurança nacional dos EUA e que a Dinamarca não faz o suficiente para protegê-la.

As declarações de Trump vêm em um contexto de interesses geopolíticos e econômicos significativos. A Groenlândia, rica em recursos minerais e com uma localização estratégica no Ártico, se tornou um ponto focal para as potências ocidentais, especialmente com o aumento das disputas por domínio militar e comercial na região. Os líderes dinamarqueses, incluindo o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, expressaram descontentamento, considerando a retórica de Trump como inaceitável e desrespeitosa, principalmente ao tentar vincular a situação na Venezuela à Groenlândia.

As implicações dessa situação são complexas, especialmente para as relações internacionais entre os EUA e a Dinamarca. A Groenlândia, que já possui autonomia e um governo próprio, tem se distanciado da exploração de recursos que possam causar danos ambientais. O desejo de Trump de adquirir a ilha, seja por meio de influência econômica ou militar, levanta questões sobre a soberania groenlandesa e a integridade política da região, com a população local expressando resistência a qualquer tentativa de anexação.

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