O Conselho Deliberativo do São Paulo agendou a votação do impeachment de Julio Casares para o dia 14 de janeiro, às 18h30, no MorumBis. A convocação foi realizada pelo presidente do órgão, e Casares terá a oportunidade de se defender das acusações que envolvem má gestão orçamentária e venda de atletas a preços baixos. O processo foi iniciado com 57 assinaturas, superando o mínimo necessário de 50 para a convocação da reunião.
Durante a votação, que será secreta e presencial, é necessário obter o apoio de dois terços dos conselheiros para que o impeachment seja aprovado, resultando em seu afastamento provisório. Após a decisão do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios deverá ocorrer em até 30 dias para ratificar a decisão, exigindo apenas maioria simples. A situação política de Casares é delicada, e a presença de conselheiros fora de São Paulo pode dificultar a obtenção dos votos necessários.
Se a votação resultar em afastamento, Casares estará banido do clube, embora em caso de renúncia possa permanecer no Conselho Consultivo. O respaldo do Conselho Consultivo, que se posicionou contra o impeachment, pode influenciar a decisão, mas não é determinante. A história recente do clube, marcada por controvérsias, adiciona uma camada de complexidade a este processo de impeachment.

