Crise política no São Paulo pressiona presidente Julio Casares a renunciar

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O São Paulo Futebol Clube inicia o ano de 2026 em meio a uma crise política aguda, com seu presidente, Julio Casares, enfrentando pressão para renunciar. Essa situação se intensifica após a revelação de investigações da Polícia Civil sobre saques em dinheiro das contas do clube, que somam R$ 11 milhões. A expectativa é alta em relação aos próximos passos que Casares tomará para lidar com a turbulência interna e externa que afeta a gestão do Morumbi.

Nesta terça-feira, o Conselho Consultivo do clube, que reúne ex-presidentes influentes, realizará uma reunião crucial. O ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que enfrentou uma situação semelhante há mais de uma década, pode ser um ponto de referência para Casares. Embora o Conselho não tenha poder executivo, sua influência nas decisões do Conselho Deliberativo é significativa, especialmente em relação ao pedido de impeachment que conta com o apoio de mais de 50 conselheiros.

Se a situação de Casares não se resolver, o processo de impeachment pode avançar rapidamente, exigindo uma votação no Conselho Deliberativo. Para que o afastamento do presidente seja aprovado, será necessária a maioria qualificada de dois terços dos votos. Com a perspectiva de uma Assembleia Geral posterior, a crise política no São Paulo poderá culminar em uma mudança de liderança antes das eleições de 2026, potencialmente abrindo caminho para novos líderes no clube.

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