Em 6 de janeiro de 2026, o prêmio de risco de títulos soberanos de mercados emergentes, medido em relação aos Treasuries dos EUA, caiu para 2,5 pontos percentuais. Esta é a menor taxa registrada desde janeiro de 2013, evidenciando um crescente apetite dos investidores por esses ativos, em meio a uma recuperação econômica e melhorias fiscais em várias nações em desenvolvimento.
O otimismo em relação aos mercados emergentes é alimentado por reformas fiscais apoiadas pelo FMI e reestruturações de dívida, permitindo que estas economias apresentem superávits em conta corrente. Ao mesmo tempo, os países desenvolvidos enfrentam déficits. As expectativas de afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve também contribuem para a atração de investimentos em ativos emergentes.
As implicações dessa tendência são significativas: com um ambiente de juros mais baixos e fundamentos econômicos favoráveis, as dívidas de mercados emergentes podem continuar a registrar ganhos. Especialistas afirmam que a continuidade dessa dinâmica pode resultar em um aumento no fluxo de capitais para esses países, impulsionando ainda mais a recuperação econômica global.

