A Comissão Europeia deve considerar a inclusão de compensações financeiras para agricultores, o que pode resultar no apoio da Itália ao acordo de livre-comércio com o Mercosul. A reunião dos ministros da agricultura da UE, agendada para esta semana, será crucial para discutir essa proposta, especialmente após os protestos de agricultores que ocorreram em dezembro. O acordo, que visa abolir tarifas sobre 90% das exportações da UE, está em negociação há mais de 25 anos e sua assinatura é aguardada com expectativa.
Os ministros da agricultura foram convocados a Bruxelas para uma reunião de balanço, onde se espera que a Comissão Europeia apresente uma declaração que tranquilize os países que se opõem ao acordo. A proposta de compensações pode facilitar a mudança de posição da primeira-ministra italiana, que anteriormente se uniu a outras vozes contrárias ao pacto. A vitória dessa proposta pode ser decisiva para a aprovação do acordo, que requer uma maioria qualificada de 15 dos 27 países membros da UE.
Caso o acordo seja aprovado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode visitar o Paraguai para a assinatura oficial. Este movimento representaria um avanço significativo nas relações comerciais entre a UE e o Mercosul, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. A inclusão das compensações financeiras não apenas busca mitigar preocupações dos agricultores europeus, mas também pode acelerar um desfecho que está em discussão há décadas.

