A Dinamarca recebeu apoio significativo da União Europeia e de líderes de diversos países europeus em resposta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, em 6 de janeiro de 2026. A Comissão Europeia declarou que a Groenlândia não está à venda, reafirmando a importância do respeito à soberania e à integridade territorial dos países. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e outros líderes europeus se manifestaram, destacando que apenas os groenlandeses e dinamarqueses devem decidir sobre o futuro do território.
A Comissão Europeia e líderes de países como Espanha, França, Suécia e Noruega enfatizaram que as fronteiras não podem ser alteradas por meio de ameaças. O ministro do Exterior da Alemanha, Johann Wadephul, lembrou que a Groenlândia, como parte da Dinamarca, é protegida pela OTAN. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já havia solicitado que os Estados Unidos cessassem suas ameaças, ressaltando a seriedade da situação.
As implicações dessa crise são significativas, uma vez que a Groenlândia, com sua população de cerca de 57 mil habitantes, depende fortemente da ajuda da Dinamarca. Embora Trump tenha manifestado interesse estratégico na região, as autoridades locais reafirmaram sua autonomia e o compromisso com a democracia. A postura firme dos líderes dinamarqueses e groenlandeses sugere um desejo de manter a boa cooperação internacional, sem ceder a pressões externas.

