Em um evento sem precedentes, o Jubileu de 2025 no Vaticano foi marcado pela morte do papa Francisco em 21 de abril de 2025 e pela subsequente eleição de Leão XIV. Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, pela primeira vez em 325 anos, as Portas Santas foram abertas e fechadas sob diferentes pontífices, algo que não ocorria desde o Ano Santo de 1700.
O Jubileu atual remete à bula Regi Saeculorum, proclamada em 1699, quando o papa Inocêncio XII não pôde presidir as celebrações devido a problemas de saúde. Assim como em 1700, o encerramento do Jubileu foi realizado por um papa diferente, desta vez pelo recém-eleito Leão XIV, consolidando ainda mais a importância deste evento. Durante o Jubileu, Francisco inaugurou a Porta Santa da Basílica de São Pedro e realizou aberturas em diversas basílicas em Roma, incluindo gestos inovadores como a abertura na penitenciária de Rebibbia.
O padre Arnaldo Rodrigues, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, enfatizou que a transição entre os pontífices para a abertura e o fechamento das Portas Santas confere um simbolismo profundo ao momento. Essa mudança reflete um significado espiritual que ressoa ao longo da história da Igreja, trazendo à luz a continuidade e a renovação no contexto dos jubileus, uma prática essencial para a fé católica.

