Após a prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, vídeos gerados por inteligência artificial começaram a circular nas redes sociais, simulando celebrações em Caracas e outras cidades venezuelanas. As gravações, que mostram multidões agradecendo aos Estados Unidos pela queda do regime, têm acumulado milhões de visualizações e gerado debate sobre a veracidade das informações disseminadas.
O fenômeno da desinformação se intensificou com a ampla circulação de um vídeo atribuído falsamente ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no qual supostos integrantes ameaçavam invadir os EUA para libertar Maduro. Embora o MST tenha negado a autoria e classificado o material como falso, o conteúdo foi amplamente compartilhado por políticos de direita, provocando reações que misturavam ironia e apoio à narrativa distorcida.
O uso de vídeos hiper-realistas gerados por IA representa um desafio significativo para a checagem de informações em contextos de crise. A situação também aumenta a pressão sobre plataformas digitais para implementar sistemas mais eficazes de identificação e rotulagem de conteúdos, uma vez que a velocidade e o grau de realismo desses vídeos dificultam a distinção entre informações verdadeiras e falsas.

