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Divisões da América Latina emergem no Conselho de Segurança sobre a Venezuela

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A América Latina expressou suas divisões no Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira (5) em meio à crescente crise entre os Estados Unidos e a Venezuela. Durante a reunião, surgiram apelos de alguns países pela manutenção da soberania venezuelana, enquanto outros manifestaram apoio à intervenção militar promovida por Washington. A transferência do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, para Nova York após uma operação militar gerou intenso debate entre os membros do conselho.

A representante da Colômbia, Leonor Zalabata Torres, criticou as ações militares, lembrando momentos históricos de interferência na política latino-americana. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também enfatizou a importância de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados. Por outro lado, a embaixadora do Chile, Paula Narváez, afirmou que, apesar de não reconhecer o regime de Maduro, a solução para as graves violações de direitos humanos na Venezuela não pode ser militar.

Os desdobramentos desse encontro sugerem um futuro incerto para a Venezuela e a possibilidade de intensificação das tensões regionais. O apoio de aliados do governo dos EUA, como Argentina e Panamá, contrasta com a oposição de outros países que defendem a soberania venezuelana. A situação destaca a fragilidade das relações diplomáticas na região e as complexidades da resposta internacional à crise venezuelana.

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