Às vésperas de uma cúpula crucial em Paris, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky promoveu uma reorganização em seu governo, trocando o chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia e nomeando Chrystia Freeland como assessora especial para o desenvolvimento econômico. Essas mudanças ocorrem em um contexto de prolongamento do conflito, que já dura quase quatro anos, sem perspectivas claras de resolução. A cúpula reunirá líderes de 30 países aliados, focando em garantias de segurança para evitar novas invasões russas.
A reformulação na equipe de segurança surge em meio a pressões internas por uma melhor coordenação entre as agências de inteligência e as Forças Armadas. A nomeação de Freeland, que possui experiência em negociações comerciais, é uma tentativa de equilibrar a agenda militar e econômica da Ucrânia. No entanto, sua relação tensa com figuras políticas dos EUA pode complicar a busca por apoio financeiro e político vital para a reconstrução do país.
Enquanto isso, o conflito permanece acirrado, com recentes ataques aéreos russos em áreas civis, evidenciando a necessidade de uma resposta estratégica da Ucrânia. Zelensky reconhece a importância da superioridade numérica russa, mas aposta em tecnologia e táticas inovadoras para enfrentar os desafios. As mudanças no comando da segurança e as novas nomeações apontam para uma preparação ucraniana para um cenário de negociações prolongadas, visando manter o apoio do Ocidente em um momento de incerteza.


