A prisão federal do Brooklyn, onde o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos desde o último sábado, é alvo de sérias críticas devido a suas condições. O local, que abriga também outros detentos notáveis, tem sido amplamente criticado por suas instalações antiquadas e pela falta de acesso adequado a atendimento médico. Além disso, episódios de violência e supervisão deficiente têm gerado preocupações sobre a segurança dos presos.
O juiz responsável pelo caso de narcotráfico contra Maduro e Flores determinou que ambos permaneçam na prisão até nova ordem. O Metropolitan Detention Center (MDC) é a única prisão de Nova York destinada a detentos que aguardam julgamento ou transferência, com capacidade para cerca de 1.600 pessoas. Historicamente, a prisão já abrigou figuras como o ex-presidente de Honduras e outros indivíduos de alta notoriedade, mas suas condições têm sido motivo de preocupações frequentes entre juízes e defensores dos direitos humanos.
As recentes críticas à prisão, especialmente em relação ao tratamento de pessoas em situação migratória irregular, levantam questões sobre a adequação do sistema prisional. Autoridades e defensores argumentam que a falta de condições dignas e o ambiente hostil no MDC refletem problemas mais amplos no sistema de justiça dos Estados Unidos. A situação exige uma revisão urgente das práticas e condições nas prisões do país, especialmente em tempos de crescente pressão sobre os direitos dos detentos.


