Após a captura de Nicolás Maduro em Caracas por forças americanas, Delcy Rodríguez, sua vice-presidente, foi reconhecida como presidente interina da Venezuela. Em uma declaração, Rodríguez expressou a intenção de cooperar com o governo de Donald Trump, enfatizando a necessidade de um relacionamento equilibrado com os Estados Unidos, que afirmou estar ‘no comando’ do país sul-americano.
A situação política na Venezuela tornou-se complexa, com a liderança militar aparentemente leal a Rodríguez, mas com tensões internas crescentes. O governo americano pressiona por mudanças, incluindo o rompimento de laços com aliados como Rússia e China, enquanto busca reintegrar suas empresas petrolíferas ao país. Contudo, a oposição liderada por María Corina Machado enfrenta desafios, já que Trump não reconhece seu apoio popular, dificultando sua posição no cenário político.
As implicações dessa nova liderança são vastas, com a necessidade de equilíbrio entre as demandas militares e a pressão externa. O futuro da Venezuela dependerá da capacidade de Rodríguez em navegar por essas tensões e da resposta dos militares, que temem por seus privilégios. A possibilidade de uma transição democrática ainda está em aberto, mas as exigências de Washington indicam que a prioridade será o acesso às vastas reservas de petróleo do país.

