Divisão na América do Sul sobre intervenção dos EUA na Venezuela

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

No último sábado, os líderes da América do Sul demonstraram uma forte divisão política em resposta ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Enquanto Brasil, Colômbia e Uruguai condenaram a ação e exigiram um diálogo pacífico, países como Argentina, Paraguai e Equador aplaudiram a intervenção, considerando-a um passo necessário para combater o narcoterrorismo na região.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com a violação do direito internacional e alertou sobre os perigos de precedentes estabelecidos por intervenções externas. Por outro lado, o presidente argentino Javier Milei celebrou a ação dos EUA, afirmando que representa um avanço decisivo na luta pela democracia na Venezuela. Essa disparidade de reações evidencia as complexas relações políticas e ideológicas que permeiam o continente.

O impacto dessa divisão poderá influenciar a estabilidade política na América do Sul nos próximos meses, especialmente com a aproximação das eleições em diversos países. A falta de um consenso sobre a questão venezuelana pode dificultar uma resposta unificada da região a crises futuras, além de potencialmente agravar a situação humanitária no país. Assim, as consequências da intervenção americana e as reações dos governos sul-americanos continuarão a ser monitoradas de perto.

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