A recente invasão militar dos Estados Unidos à Venezuela e o subsequente rapto do presidente Nicolás Maduro levantam sérios riscos para toda a América Latina. Especialistas afirmam que a ação do presidente Donald Trump desrespeita normas internacionais e a Carta das Nações Unidas, configurando um ataque à soberania de um país. Essa situação pode deixar outras nações da região vulneráveis a intervenções similares.
Williams Gonçalves, professor aposentado de relações internacionais, destaca que a intervenção americana abre precedentes perigosos, colocando todos os Estados latino-americanos sob a ameaça da vontade do presidente dos EUA. Ele critica o apoio a essa ação por líderes como o presidente da Argentina e grupos políticos no Brasil, considerando isso uma traição aos princípios de autodeterminação. Gonçalves enfatiza a necessidade de uma resposta unificada dos países da região contra tal intervenção.
Antonio Jorge Ramalho da Rocha, da Universidade de Brasília, alerta que a postura de Trump torna o cenário internacional mais imprevisível e arriscado. Ele ressalta que a intervenção pode incentivar a polarização interna nas sociedades latino-americanas e que é crucial defender o multilateralismo. As consequências dessa ação podem ser graves e duradouras, com a possibilidade de mobilização militar por países vizinhos e um aumento das tensões na região.

