Venezuela resiste a ataques dos EUA e decreta estado de emergência

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, anunciou neste sábado, 3, que o país enfrentará os ataques dos Estados Unidos, que dispararam mísseis em várias áreas, incluindo a capital, Caracas. Os ataques foram caracterizados pelo governo venezuelano como uma invasão e resultaram em danos significativos, com o governo ainda coletando informações sobre vítimas. Padrino López reafirmou a determinação do país em resistir à presença militar estrangeira e denunciou a ‘agressão’ norte-americana.

O governo venezuelano declarou estado de emergência e convocou seus cidadãos a se levantarem contra os ataques. O presidente Nicolás Maduro, que já havia expressado interesse em negociações com os EUA, agora critica a ação militar como uma tentativa de forçar mudanças de poder em Caracas. O clima de tensão se intensifica à medida que o Pentágono considera opções de operações adicionais na região, com o apoio de várias forças militares americanas deslocadas para o Caribe.

As repercussões dos ataques americanos levantam questões sobre a legalidade e a legitimidade das intervenções militares. Juristas e legisladores alertam para possíveis violações do direito internacional, enquanto a administração Trump justifica as ações como necessárias no combate ao narcotráfico. Este cenário complexo pode afetar não apenas as relações entre os dois países, mas também a estabilidade de toda a região da América Latina.

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