Rússia denuncia intervenção dos EUA na Venezuela como agressão armada

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Neste sábado, 3 de janeiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou duramente a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando-a como um ato de ‘agressão armada’. O presidente americano, Donald Trump, havia declarado que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país em uma ação militar de grande escala. A Rússia expressou solidariedade ao governo venezuelano, enfatizando o direito do país de decidir seu próprio destino sem intervenções externas.

O comunicado russo pede a abertura de diálogos para evitar uma escalada no conflito, reiterando que a América Latina deve permanecer como uma zona de paz. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo não tem informações sobre o paradeiro de Maduro e pediu provas de vida ao governo dos EUA. O ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino López, também afirmou que a Venezuela resistirá à presença de tropas estrangeiras, considerando a operação uma afronta grave.

As tensões na região aumentam com a declaração de estado de emergência por parte do governo venezuelano, que convocou os cidadãos a se mobilizarem contra a intervenção americana. A situação gera preocupações sobre as implicações futuras para a estabilidade na América Latina e a legitimidade das ações dos EUA, que enfrentam críticas tanto interna quanto externamente. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos desse conflito, que pode afetar as relações diplomáticas na região.

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