China impõe impostos sobre preservativos para aumentar natalidade

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Em uma tentativa de reverter a queda nas taxas de natalidade, a China anunciou a remoção da isenção de impostos sobre preservativos e outros métodos anticoncepcionais, que agora estarão sujeitos a um imposto sobre valor agregado de 13%. A nova norma, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, reflete um esforço mais amplo do governo para lidar com uma população em declínio, que caiu pelo terceiro ano consecutivo em 2024.

A decisão se insere em um contexto de políticas mais amplas para estimular a natalidade, que incluem subsídios para creches e esforços para promover uma imagem positiva do casamento e da maternidade. Especialistas alertam que a queda da população pode continuar devido a fatores como os altos custos de educação e cuidados infantis, além da incerteza no mercado de trabalho. Essas questões têm levado muitos jovens a adiar ou evitar a formação de famílias.

A medida é parte de uma série de iniciativas do governo para enfrentar os desafios demográficos, que incluem a promoção de atitudes favoráveis à fertilidade. Com a implementação de novas políticas, o governo chinês espera estabilizar as taxas de natalidade e garantir um futuro mais sustentável para a segunda maior economia do mundo.

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