Maduro libera presos políticos sob pressão dos EUA e se abre ao diálogo

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Nesta quinta-feira (01/01), a Venezuela anunciou a libertação de 88 pessoas detidas por protestos contra a reeleição contestada do presidente Nicolás Maduro em julho de 2024. Este movimento ocorre em um contexto de pressão crescente dos Estados Unidos, que acusam o governo venezuelano de apoiar atividades ilícitas, incluindo o narcotráfico. A libertação de presos políticos é vista como um gesto de boa vontade em meio a tensões diplomáticas entre Caracas e Washington.

Maduro tem enfrentado críticas severas e uma violenta repressão contra opositores desde sua reeleição, resultando na morte de 28 manifestantes e na prisão de cerca de 2.400 pessoas. Apesar da libertação recente, ONGs estimam que aproximadamente 900 presos políticos ainda estão detidos, o que levanta questionamentos sobre a real situação dos direitos humanos no país. Em uma tentativa de apaziguar as relações, Maduro se mostrou disposto a dialogar com o governo americano sobre temas como narcotráfico e migração.

As tensões entre os EUA e a Venezuela aumentaram significativamente, com o governo americano intensificando sua presença militar na região. Maduro, por sua vez, evita comentar sobre ataques americanos em seu território mas se diz aberto a conversas, o que poderá influenciar o futuro das relações bilaterais. A situação continua a evoluir, e a comunidade internacional observa atentamente os próximos movimentos do regime venezuelano e as respostas de Washington.

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