O Brasil anunciou sua intenção de propor à China uma flexibilização nas cotas de importação de carne bovina, permitindo que o país assuma as cotas de nações que não conseguirem cumprir seus volumes. Essa proposta será discutida ao longo de 2026, em resposta às medidas de salvaguarda estipuladas pelo governo chinês no final de 2025. O ministro da Agricultura destacou a importância de dialogar com a China, enfatizando que a carne brasileira é competitiva e de alta qualidade.
As cotas estabelecidas pela China incluem tarifas adicionais de 55% para volumes que superem a quantidade acordada. Com uma cota de 1,106 milhão de toneladas isentas de tarifas para 2026, o Brasil se posiciona como o principal fornecedor de carne bovina ao mercado chinês, respondendo por 50% das exportações. O governo brasileiro acredita que essa abordagem ajudará a conter a inflação de alimentos na China e a garantir a continuidade do comércio bilateral.
O ministro Fávaro reafirmou que a relação Brasil-China é baseada na confiança mútua e que o Brasil não pretende acionar a Organização Mundial do Comércio contra as medidas chinesas. Ele também manifestou otimismo sobre a possibilidade de ampliar as cotas se outros países não cumprirem seus volumes. Com novas aberturas de mercados em anos recentes, o Brasil está preparado para enfrentar desafios comerciais e potencialmente expandir suas exportações para o Japão em breve.

