Advogado de Filipe Martins denuncia prisão preventiva como ‘vingança’

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Jeffrey Chiquini, advogado do ex-assessor da Presidência da República Filipe Martins, declarou que a recente prisão preventiva de seu cliente é uma ‘medida de vingança’ do ministro Alexandre de Moraes. Martins, que ocupou o cargo durante o governo de Jair Bolsonaro, foi condenado a 21 anos por tentativa de golpe de Estado e estava em prisão domiciliar desde dezembro. A decisão de Moraes foi motivada por supostas violações das condições da prisão, incluindo o uso de redes sociais.

O advogado argumentou que Martins havia cumprido rigorosamente todas as determinações judiciais nos últimos 600 dias e que a detenção foi uma punição injusta. Em seu vídeo, Chiquini afirmou que seu cliente não recebeu qualquer advertência antes da nova prisão. A defesa planeja consultar os próximos passos, incluindo a possibilidade de recorrer da decisão para o próprio Moraes.

A situação levanta questões sobre o tratamento legal de figuras políticas envolvidas em investigações delicadas. A defesa busca garantir que os direitos de Martins sejam respeitados, enquanto a decisão de Moraes reflete a complexidade do sistema judicial em casos de alta relevância política. O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas sobre a percepção pública da Justiça e das instituições democráticas no Brasil.

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