O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu na quinta-feira negar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação ocorreu após Bolsonaro receber alta hospitalar e retornar à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Segundo Moraes, a defesa não apresentou fatos novos que justificassem a mudança na decisão anterior, que já havia negado a prisão domiciliar em dezembro do ano passado.
Moraes argumentou que o estado de saúde de Bolsonaro não se agravou e que, na verdade, houve melhora nos desconfortos relatados. O ministro também enfatizou que todas as necessidades médicas do ex-presidente podem ser atendidas na Superintendência da PF, onde ele tem acesso a cuidados médicos constantes e tratamento adequado. Além disso, o despacho ressaltou a preocupação com descumprimentos anteriores das medidas cautelares, incluindo ações que evidenciam tentativas de fuga.
A negativa de Moraes provocou reações entre os filhos de Bolsonaro, que criticaram a decisão, alegando que o ex-presidente precisa de cuidados contínuos. Enquanto a defesa do ex-presidente prometeu persistir na busca por alternativas legais, a situação de Bolsonaro continua a gerar debates sobre a legalidade e a ética das decisões judiciais em casos de figuras públicas. O desdobramento dessa situação pode impactar não apenas a saúde do ex-presidente, mas também a percepção pública sobre a justiça e a política no Brasil.

