A crescente dificuldade de dormir entre idosos nos Estados Unidos tem levado a um aumento no uso de medicamentos para insônia, uma situação que desperta preocupações. Um estudo recente, publicado na revista The Lancet Regional Health, revela que a dependência desses fármacos pode comprometer a qualidade de vida e a saúde cognitiva de pessoas acima de 50 anos. A pesquisa simula dois cenários para um grupo de 15,3 milhões de indivíduos, evidenciando os riscos associados ao uso prolongado de sedativos.
Os resultados indicam que a interrupção do uso de medicamentos para dormir pode melhorar significativamente a qualidade de vida e reduzir o comprometimento cognitivo. Especialistas, como a neurofisiologista Leticia Soster, ressaltam que a sedação excessiva aumenta os riscos de quedas e outros prejuízos à saúde. Além disso, o estudo sugere a importância de revisar a prescrição desses medicamentos, a fim de adotar práticas que favoreçam a saúde e o bem-estar dos idosos.
A pesquisa aponta para a necessidade de implementar políticas de desprescrição e promover alternativas não medicamentosas, como a terapia cognitivo-comportamental. A prática clínica deve equilibrar o uso de medicamentos com estratégias que priorizem a saúde a longo prazo. Assim, especialistas enfatizam que o uso de sedativos deve ser temporário e sempre supervisionado por profissionais da saúde, evitando a normalização da dependência a longo prazo.

