O governo da Venezuela, sob a liderança de Nicolás Maduro, anunciou a libertação de 87 presos políticos na madrugada de 1º de agosto. A informação foi divulgada pelo Comitê de Mães em Defesa da Verdade, uma ONG que acompanha a situação dos encarcerados, especialmente após as manifestações relacionadas às eleições no país. Embora a libertação represente um avanço, a organização considera que a medida é insuficiente diante do contexto de repressão política que ainda persiste na Venezuela.
A ONG destacou que a luta por justiça é um esforço coletivo de mães e familiares que se mobilizaram durante mais de um ano, buscando a liberdade dos detidos. No entanto, o Comitê alertou que muitos dos libertados ainda enfrentam processos judiciais e medidas cautelares, caracterizando a libertação como limitada. A organização enfatiza a necessidade de uma anistia geral, que abranja todos os que permanecem detidos por motivos políticos, uma vez que a injustiça continua a afetar um número significativo de famílias.
No contexto atual, a ONG Foro Penal reportou que existem cerca de 902 presos políticos na Venezuela, com números que variam conforme as diferentes organizações de direitos humanos. Apesar das libertações recentes, a situação de muitos detidos permanece crítica e a luta por justiça continua. O Comitê de Mães em Defesa da Verdade reafirma seu compromisso de lutar por liberdade plena para todos os jovens ainda encarcerados, solicitando apoio da sociedade para essa causa.

