Na manhã de 1º de janeiro de 2026, 87 pessoas detidas nas manifestações após a reeleição de Nicolás Maduro em 2024 foram libertadas na Venezuela, segundo informações de ONGs. As eleições, amplamente denunciadas como fraudulentas pela oposição, desencadearam protestos que resultaram em 28 mortes e cerca de 2.400 prisões, além de um aumento na repressão policial durante os eventos.
A libertação ocorre em um cenário onde a pressão internacional sobre o governo Maduro se intensifica, com os Estados Unidos adotando medidas como o fechamento informal do espaço aéreo venezuelano e a apreensão de navios-petroleiros. Embora mais de 2.000 detidos tenham sido soltos desde os protestos, muitos permanecem com restrições legais, o que levanta preocupações sobre a verdadeira liberdade e situação dos presos políticos no país.
As organizações de direitos humanos insistem na necessidade de uma anistia geral para todas as pessoas detidas arbitrariamente por motivações políticas. O aumento das prisões, que inclui líderes sindicais e jornalistas, sugere um padrão de perseguição política, onde a libertação de alguns detidos é vista como uma estratégia para manter o controle social e político, enquanto novos prisioneiros são continuamente adicionados ao sistema.

