De acordo com a ONG Iran Human Rights, o Irã executou pelo menos 1.500 pessoas ao longo de 2025, um número alarmante que foi divulgado nesta quinta-feira (1º). O diretor da organização, Mahmood Amiry-Moghaddam, enfatizou que essa é a taxa mais alta de execuções no país nos últimos 35 anos, refletindo um uso da pena capital sem precedentes. O balanço ainda é provisório, mas já revela um cenário preocupante.
A ONG observou que mais de 700 das execuções estão ligadas a crimes relacionados a drogas, evidenciando uma abordagem severa do governo iraniano em relação a esses delitos. As execuções aumentaram desde os protestos que se intensificaram após a morte de Mahsa Amini em 2022, uma mulher que faleceu sob custódia policial por violar o código de vestimenta. Em um contexto de descontentamento social e econômico, a repressão tem sido uma resposta do governo às manifestações.
Recentemente, novos protestos eclodiram, resultando em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, que deixaram três mortos, incluindo um policial. Amiry-Moghaddam argumenta que o objetivo das execuções era evitar a continuidade dos protestos, mas os eventos recentes demonstram que essa estratégia não tem sido eficaz, indicando uma crescente insatisfação popular em um país que enfrenta crises múltiplas.

