A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 31 de dezembro de 2025. O advogado Paulo Cunha Bueno argumentou que a condição de saúde do político se agravou, destacando que ele está internado em um hospital de Brasília desde 24 de dezembro para procedimentos médicos e deve ter alta prevista para 1º de janeiro. Esse pedido se baseia na comparação com o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve a mesma autorização devido a questões de saúde.
Os médicos Brasil Caiado e Cláudio Birolini, responsáveis pelo tratamento de Bolsonaro, informaram que, apesar de uma melhora parcial, o ex-presidente ainda apresenta crises de soluços e um risco elevado de agravamento do quadro clínico. A defesa enfatizou a necessidade de cuidados adequados, o que justifica a solicitação de prisão domiciliar em virtude das circunstâncias atuais. O pedido também reflete um precedente estabelecido pelo STF em casos semelhantes, como o de Collor.
Caso o STF acate o pedido, Jair Bolsonaro poderá cumprir sua pena em casa enquanto aguarda julgamento por suposta conspiração para anular a eleição de 2022. Essa decisão poderá impactar não apenas a vida do ex-presidente, mas também a percepção pública sobre o tratamento de figuras políticas em situações semelhantes. O desdobramento desse caso continua a ser monitorado pela sociedade e pela mídia.

