O governo mexicano anunciou a prorrogação do Paquete Contra la Inflación y la Carestia (Pacic) até 31 de dezembro de 2026, mantendo a isenção de tarifas sobre frango e outros produtos agropecuários. No entanto, a isenção foi retirada de carnes bovina e suína, leite, arroz e outros alimentos, que agora terão tarifas de importação aplicadas. Esta decisão foi justificada pela presidente Claudia Sheinbaum como uma necessidade de controlar a inflação e aumentar a produção local de certos itens.
O Pacic, que já beneficiava produtos como carne de aves e ovos, é uma estratégia do governo para assegurar que os preços dos alimentos básicos não aumentem. As novas tarifas chegam a 25% para carne bovina e 20% para carne suína, o que pode impactar a balança comercial com o Brasil, que exporta uma quantidade significativa desses produtos ao México. A prorrogação do programa foi resultado de negociações entre os governos, com o Brasil buscando garantir sua competitividade no mercado mexicano.
As mudanças foram publicadas no Diário Oficial e entram em vigor em 1º de janeiro. O governo brasileiro acredita que a continuidade do Pacic é benéfica para suas exportações, especialmente após o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Assim, o Brasil almeja que a renovação do programa seja anunciada antecipadamente, permitindo ajustes que evitem interrupções no fluxo comercial entre os dois países.

