Em uma nota divulgada nesta quarta-feira, 31, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e das Relações Exteriores do Brasil informaram que estão tomando medidas para mitigar o impacto das novas tarifas impostas pela China sobre a carne bovina. O governo destaca que está trabalhando em colaboração com o setor privado e pretende atuar tanto em nível bilateral quanto na Organização Mundial do Comércio (OMC).
As autoridades ressaltaram que o governo está monitorando a situação de perto e se compromete a defender os interesses dos trabalhadores e produtores do setor. A medida de salvaguarda da China, que entra em vigor em 1º de janeiro, estabelece uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas, com uma sobretaxa de 55% sobre as exportações que excederem esse volume, além dos 12% já existentes.
A China é o principal mercado para a carne bovina brasileira, e a aplicação das novas tarifas pode dificultar a compensação das vendas, mesmo com o crescimento das exportações para outros mercados asiáticos. Embora países como Indonésia e Vietnã tenham mostrado taxas de crescimento, eles representam menos de 1% do total exportado pelo Brasil, o que levanta preocupações sobre o futuro do setor.

