No último dia do ano, 31 de dezembro de 2025, o petróleo WTI registrou uma queda de 0,91%, fechando a US$ 57,42 por barril. Com essa desvalorização, o petróleo encerra o ano com uma perda acumulada de 19,9%, a mais acentuada desde 2020. Essa situação reflete um aumento na produção de países não membros da Opep+, além das incertezas políticas globais.
Os dados do mercado mostram que, ao longo do mês de dezembro, o WTI cedeu cerca de 1,4%, enquanto o Brent, com uma redução de 0,78%, fechou a US$ 60,85. A queda nos estoques de petróleo nos Estados Unidos, contrária às expectativas, e o aumento nos estoques de gasolina e destilados também impactaram os preços. As análises indicam que o cenário de incerteza geopolítica, particularmente entre Rússia e Ucrânia, tem pressionado o mercado, elevando a volatilidade nos preços do petróleo.
Com a reunião da Opep+ marcada para 4 de janeiro, o mercado aguarda desdobramentos sobre futuras políticas de produção que podem influenciar os preços. Além disso, as tensões entre EUA e Venezuela continuam a ser uma preocupação, limitando a recuperação do petróleo em meio à superoferta. A combinação desses fatores sugere um panorama desafiador para o setor em 2026, exigindo atenção dos investidores e analistas.

