Em 31 de dezembro de 2025, o governo do Panamá, por meio do ministro da Segurança, Frank Ábrego, afirmou que o Clã do Golfo, o principal cartel de narcotráfico da Colômbia, não possui presença permanente em seu território. A declaração foi feita em resposta a preocupações sobre a crescente pressão de grupos criminosos colombianos nas áreas fronteiriças. Ábrego ressaltou que, apesar da situação, o Panamá não cedeu espaço ao crime organizado.
O ministro reconheceu que os grupos criminosos estão se aproximando dos postos de controle binacionais, o que tem gerado desafios significativos para a segurança do país. Em seu relatório, Ábrego observou que 2025 foi um ano particularmente complicado devido ao aumento da produção de cocaína na Colômbia. Essa situação resultou em uma maior pressão sobre as fronteiras panamenhas e as comunidades vizinhas, exigindo uma resposta governamental eficaz.
Além disso, o Panamá confiscou 118,6 toneladas de drogas em 2025, incluindo uma apreensão recorde de 13.500 quilos, com o apoio dos Estados Unidos e da Colômbia. O governo colombiano e o Clã do Golfo estão em negociações para buscar o desarmamento do grupo. A situação exige vigilância contínua, uma vez que a mobilização militar dos EUA na região também levanta preocupações sobre as intenções políticas por trás das operações contra o narcotráfico.

